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Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. I Coríntios 2:2

De minha janela, olho a grama seca de Brasília e penso: “essa grama já morreu de vez.” O cerrado de Brasília tem um clima ingrato. De maio a setembro não cai um pingo de água e a umidade do ar chaga a mínimos alarmantes. A gente olha para a grama e sente dó. Tem-se a impressão de que ela nunca mais irá renascer, de que está definitivamente acabada. Então um amigo se aproxima de mim e diz: “você não conhece a grama de Brasília. Espere cair as primeiras chuvas, e ai, de onde você acha que não existe mais nada, renascerá a grama.”

Você pode estar se perguntando: “que tem a ver comigo a grama de Brasília?” eu respondo: “muito, porque no entardecer de mais um ano que foi embora, quem sabe ficou por ai um plano murcho pelo tempo, ou um sonho empoeirado pelas circunstâncias. Não importa, as primeiras gotas de chuva de um novo ano estão chegando, e daí, de onde parece não haver mais nada, pode renascer a esperança.”

Ao longo do ano que terminou, imaginei muitas vezes a cruz de Cristo. Tenho pensado nela de muitas formas. Tenho visto e levado muita gente a olhar o Salvador dando Sua vida para salvar a humanidade. Desta vez, quero desafiar você a olhar a cruz vazia. Sabe por quê? Porque Lana cruz, quando Jesus morreu, tudo parecia perdido. Todo o Seu trabalho parecia frustrado. Onde estava o fruto de sua obra? Onde estavam os resultados de Seu esforço? Seus discípulos O haviam abandonado. Todos os Seus sonhos pareciam convertidos em cinzas. Já aconteceu isso com você alguma vez? Então olhe para cruz, olhe-a vazia, sem ninguém. Sabe o que isso quer dizer? Que a aparente derrota pode acontecer. Hoje e amanha pode parecer que o mal triunfa sobre as esperanças e os sonhos. Em algum momento você pode ficar triste, vendo como a obra à qual você dedicou toda a sua vida parece cair em pedaços aos seus pés. A derrota é um fato trágico e real. O fracasso pode ser doloroso e amargo. Mas por quanto tempo? Hoje e amanha, talvez. Porem, no terceiro dia, a tristeza se transforma em alegria, e a derrota em vitória; a morte dá lugar à vida.

De minha janela, olho para a grama seca de Brasília, e já não fico triste. Olho para cima e não vejo nuvem anunciando chuva, mas eu sei que a chuva virá, como vem o mês de janeiro cada ano. Ai, a vida renascerá, os sonhos se enverdecerão e a tristeza fugirá pra dar lugar á alegria. Essa é a mensagem da cruz vazia e da grama seca de Brasília.

Alejandro Bullon

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